Noroeste: GDF aprova projetos
urbanísticos dos três primeiros prédios
19/06/2009 08:30
Quem aguardava a chance de comprar um apartamento no mais verde e moderno bairro de Brasília, o Noroeste, não precisará esperar muito tempo. Os três primeiros prédios residenciais do setor, localizado na Asa Norte, serão vendidos aos futuros moradores a partir do próximo mês. Os projetos urbanísticos das unidades foram aprovados ontem pela Administração de Brasília. Os edifícios são “inteligentes” (com sistema de funcionamento ecologicamente corretos), têm seis andares mais cobertura, salão de festa, churrasqueira, piscina e academia. Ao todo, são 198 apartamentos, com tamanhos que variam de 120 a 200 metros quadrados, que deverão ser ofertados, na planta, pelo preço mínimo de R$ 840 mil.
Os primeiros prédios do aguardado bairro são os das SQNW — como serão chamadas
as quadras —110 e 111, e tiveram os projetos aprovados em tempo recorde pela
administração: 15 dias. “Fizemos reuniões com todos os integrantes desse
processo. Isso foi fundamental para sanar dúvidas e fazer ajustes. Com certeza,
a construção desse bairro será um marco na história do Distrito Federal”,
ressalta a administradora de Brasília, Ivelise Longhi.
Os três edifícios são da construtora Via Engenharia, que comprou quatro dos 54
lotes residenciais já licitados pela Companhia Imobiliária de Brasília
(Terracap). A expectativa do presidente da Via Engenharia, Fernando Queiroz, é
que a venda dos imóveis seja esgotada em dois meses após seu lançamento. “Há uma
demanda reprimida que espera o Noroeste há quatro anos. Além disso, a situação
econômica atual ajuda a compra: baixos juros e
financiamentos mais flexíveis”, acredita ele. O metro quadrado das unidades
custará, inicialmente, de R$ 7 mil a R$ 8 mil . Apartamentos
com cobertura privativa serão, pelo menos, R$ 700 mil mais caros do que as
unidades sem o sétimo pavimento particular.
A previsão é que os apartamentos sejam entregues aos moradores em dois anos e
meio. Mas, para começar a construção dos prédios, é preciso que haja o mínimo
de infraestrutura básica no local, como rede de água
e esgoto, asfalto e calçadas. As obras são pagas pela Terracap e contratadas
pela Secretaria de Obras. Segundo Dalmo Alexandre Costa, diretor de
Desenvolvimento e Comercialização da Terracap, a licitação para contratação das
obras será aberta em duas semanas. “Levaremos seis meses para concluir essas
obras básicas e parte do projeto paisagístico”, informa ele. Otimista, o
presidente da Via aposta que as obras de construção dos prédios poderão ser
tocadas com as de infraestrutura do local. “Em
outubro de 2009, já podemos começar a construir os edifícios e espero
entregá-los até o começo de 2012”, diz Fernando Queiroz.
O início da comercialização dos imóveis no Noroeste movimenta o mercado
imobiliário do Distrito Federal, na opinião de Tarcísio Rodrigues Leite,
vice-presidente da Associação das Empresas Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi). Ele vê a oferta desses imóveis como uma opção de
moradia para as classes A e B. “O mercado está disposto a pagar esse preço e
acredito que esteja até um pouco abaixo do valor trabalhado em outros
empreendimentos. Há projeções hoje que custam R$ 10 mil o metro quadrado”, avalia ele.
Bairro ecológico
O Setor Noroeste está numa localização privilegiada na Asa Norte, rodeado de
áreas verdes, como o Parque Burle Marx e a Água Mineral. Sua concepção faz
parte do Projeto Brasília Revisitada, elaborado entre
1985 a 1987 pelo urbanista Lucio Costa — personagem
importante na criação do projeto da capital. O diferencial do Noroeste começa
no seu próprio conceito: ele é projetado para ser o primeiro bairro ecológico
do Brasil.
A tendência mundial é que os agentes envolvidos no setor da construção adotem
diretrizes ecologicamente corretas na elaboração dos projetos, na realização
das obras e no funcionamento do produto final. O consultor em arquitetura
Rogério Markiewicz auxilia alguns empreendedoras do
Setor Noroeste e diz que hoje em dia não é possível pensar em obras sem levar
em consideração a questão da sustentabilidade. “O
pensamento deve estar atento desde a compra do material, como optar pela
madeira certificada, por exemplo, ao funcionamento do prédio, que deve ser
automatizado com elementos que reduzem o consumo e reaproveitam
os recursos renováveis”, explica.
As normas de gabarito do Setor Noroeste foram feitas baseadas nesse novo
conceito. E as edificações devem respeitá-lo. Os prédios da Via Engenharia
(veja quadro), por exemplo, terão um reservatório de água da chuva que será
usado para irrigar o Parque Burle Marx e alimentar os lençóis freáticos. O
aquecimento da água será feito por energia solar. Os elevadores terão motores
de alto desempenho, que reduzem o consumo de energia. A
iluminação das áreas comuns (sala de entrada, pilotis) serão feitas com
lâmpadas que economizam em até 80% o consumo normal.
O investimento em tecnologia verde, de acordo com Rogério Markiewicz,
é alto no início mas compensador na hora de pagar o
condomínio mensal. “É possível reduzir de 20% a 25% os custos normais de um
prédio se forem instalados esses elementos de sustentabilidade”,
diz.
Edifícios inteligentes
Os três primeiros prédios residenciais do Setor Noroeste terão 198 apartamentos
ao todo, com tamanhos que variam entre 120 e 200 metros quadrados. Cada unidade
terá três vagas na garagem. As construções estão localizadas nas SQNW 110 e
111, próximas ao Parque Burle Marx. Os edifícios de seis andares têm cobertura
coletiva e privativa, salão de festa, academia, piscina e churrasqueira. O
preço do metro quadrado varia de R$ 7 mil a R$ 8 mil.
As vendas dos imóveis na planta começam no próximo mês. Veja alguns dos
elementos ecologicamente corretos que tornam a edificação inteligente:
# Sistema de aquecimento solar;
# Gás natural;
# Reaproveitamento e reciclagem das águas das chuvas;
# Tratamento do lixo (seco/orgânico);
# Sistema de depósito de lixo;
# Ciclovia.