TAC é aprovado e TERRACAP negocia com índios

 


            Até o dia 31 de agosto, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) deve lançar o edital de licitação das 55 primeiras projeções para a construção de prédios de apartamentos do futuro Setor Noroeste. O sinal verde para o lançamento do edital foi dado sexta-feira (1º) com o novo Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo governador José Roberto Arruda, pelo presidente da Terracap, Antônio Gomes, e pelo superintendente do Ibama-DF, Francisco Palhares. Agora, o Ibama tem até o próximo dia 14 para conceder a licença ambiental necessária para registro do Noroeste em cartório. Após a liberação do registro, a Terracap pode começar a vender as primeiras projeções do novo bairro.

Um dos novos compromissos exigidos é a transferência dos 27 índios que hoje ocupam 12 hectares de terras do Noroeste para área do mesmo tamanho em outro lugar do DF. Segundo o TAC, a Terracap não poderá vender a área ocupada pelos indígenas enquanto eles não forem transferidos. Para cumprir com o compromisso, a Terracap selecionou quatro terrenos, todos com 12 hectares. Um grupo de índios foi levado nesta terça-feira (5) por Antônio Gomes, num van da Terracap, para conhecer as novas áreas.

O primeiro terreno, localizado próximo do Noroeste e que será transformado em Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE), foi logo descartada pelos índios por ser “muito urbana”. O segundo terreno, na Fazenda Paranoazinho, próxima ao Balão do Colorado, agradou ao grupo, que depois descartou as outras áreas visitadas no Núcleo Rural Monjolo (Recanto das Emas) e na Fazenda Brejo-Torto (no Ribeiro do Torto-Sobradinho). Mas eles só vão dar resposta na próxima semana, depois de consultar os outros indígenas da comunidade, conforme o líder do grupo Manoel Pereira, da tribo Fulni-ô (PE). Fonte site Terracap.

Parta viabilizar o assentamento, a intenção da Terracap é repassar o terreno escolhido pelos índios para a União, que depois o repassaria à Funai, a quem competiria transformar a área em reserva indígena e assentar no local a tribo que hoje ocupa o Noroeste. Caso os índios recusem a oferta, a empresa insistirá nas negociações, mas não está disposta a pagar qualquer centavo dos R$ 75 milhões de indenização exigidos pelos advogados da tribo para que os indígenas deixem a área. “Vamos cumprir todos os compromissos e negociar até a exaustão para atender aos índios, mas jamais pagaremos o que os advogados deles querem receber”, afirmou Gomes.