Fonte:
Jornal do Brasil - Brasília - 08/12/2008
Noroeste já movimenta mercado da construção civil
Qualquer pessoa física
ou jurídica poderá participar da licitação Com o lançamento, ainda este ano,
do edital de venda das projeções do novo Setor Noroeste, o mercado da construção
civil de Brasília começou a se preparar para o que está sendo anunciado, pela
própria Terracap, como um dos maiores empreendimentos
imobiliários de todos os tempos no DF. O primeiro edital está prometido para
as próximas três semanas e deve render um total de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Segundo o presidente da Terracap, Antônio Gomes, qualquer empresa ou pessoa poderá
participar da licitação. Cooperativas de trabalhadores, empresas de construção
de Brasília e até as de fora poderão lançar ofertas para as terras no novo
setor habitacional. Gomes acredita, inclusive, que haverá uma concorrência
muito grande, porque empresas de outras unidades da Federação já se mostram
interessadas no novo negócio. Nesta primeira concorrência, serão leiloadas
55 projeções residenciais e 35 comerciais. Como o edital ainda não foi lançado,
a Terracap não divulga qual será o preço mínimo para a aquisição
de cada terreno. Entretanto, o presidente Antônio Gomes diz que a empresa
deverá arrecadar cerca de R$ 1 bilhão na primeira
licitação, o que daria uma média de R$ 11 milhões por terreno. O preço de
venda deve ser mais baixo para algumas quadras, que serão vendidas inteiras
para o ganhador. Essa modalidade de venda será inovadora e servirá para baixar
o gasto com infra-estrutura, que seria feita pelo GDF. Nessa modalidade, o
ganhador compra uma quadra inteira e deve fazer todas as obras de urbanização
da quadra. Assim, o preço por terreno sai mais baixo. Menos variedade Muitos
moradores de Brasília esperam o lançamento do Setor Noroeste para ter a chance
de investir em apartamentos pequenos e quitinetes. Entretanto, diferentemente
do Sudoeste, não haverá um setor direcionado para a construção de apartamentos
menores e econômicos. A Terracap não divulga o preço
esperado para o metro quadrado do novo setor habitacional, mas os especialistas
em mercado imobiliário calculam que deva ficar entre R$ 8
mil e R$ 10 mil.
- O preço deve ficar
abaixo disso, esse valor está inflacionado - afirma Antônio Gomes. Segundo
o diretor da Terracap Luiz Antônio Reis, o plano
original do Noroeste previa quadras econômicas - como há no Sudoeste -, mas
elas tiveram de ser eliminadas quando o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) obrigou a redução do tamanho do
bairro, para garantir a sustentabilidade do empreendimento.
O diretor garante que as únicas pequenas habitações já programadas são quitinetes
que serão construídas em cima dos blocos comerciais. A existência de moradores
nos andares superiores de quadras comerciais não é uma idéia nova. Os projetistas
se inspiraram na situação dos prédios comerciais da Asa Norte e do próprio
Sudoeste, onde os prédios de, no máximo, dois andares são ocupados, quase
a metade, por habitações. Segundo o diretor, a única diferença entre os dois
bairros já existentes e o Noroeste é que as novas moradias serão legalizadas.
Isso porque o projeto da Asa Norte e do Sudoeste não previa habitação nas
áreas comerciais.
- Estamos planejando
esse bairro para tentar corrigir os erros que já acontecem em Brasília - completou
Reis. Como essas habitações já serão programadas, toda a
infra-estrutura será apropriada para os moradores. A maior diferença
são os estacionamentos subterrâneos, que desafogarão as vagas de superfície.